Absoluto

Eu vivo de pouco
Porém não me agradam as migalhas,

Se entendo de perdão,
Perdôo tuas falhas.

Sou a calma, sou a paciência,
Sou a pureza, sou a essência.

Na sabedoria, eu espero,
Quem me entende,
Entende o que eu quero.

Eu sei o rumo certo,
Quando longe, eu fico perto.

Sei viver na pobreza
Rico - me considero.

Sou contra preconceitos e mazelas,
Não tenho gaiolas nem cancelas,

Não me aprisionem em paredes.
Sacio toda a sede,
Das almas em abandono.

Sou do descanso, o próprio sono,
Do teu cansaço - sou tua rede.

Estico teu infinito,
Tornando o dia mais bonito.

Em silêncio - em segredo
Desfaço os teus medos,
Sou o real - o verdadeiro,
Sou o último - sou o primeiro.

Sei quando chegar,
E quando quero te ensinar,
Te faço meu parceiro.

Por fim,
Quando a vida anda morta,
Devagar eu bato a porta,
Viro tua história do avesso.

Sou a fé no recomeço
Sei retirar - sei por,
Sou o broto - sou a flor,
Dentro de tua alma,
A sabedoria - tua calma
Sou o absoluto - Sou o AMOR

- Édison Silva -

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