

Encontrei, por acaso, um amigo Ainda aquele sorriso franco Sabe, desses amigos de infância O que chamamos de amigo de fé Ele já de cabelos brancos Afinal, paramos a uma conjuminância Então,..entre um e outro café Revivemos os velhos tempos, amiúde Confessou que andou meio baixo-astral Falava ele. --Até que não mais pude. Sabe? Tempos modernos. Decidi ter atitude Continuava ele. --Chamei na cincha a felicidade! E falo isso a bem da verdade A tempos sofreava esse desejo --Afinal onde andas que não a vejo? --Eu!?, Dizia a felicidade. --Eu moro contigo Quem te viu quem te vê, quanta descrença Você é que tanto acostumou comigo Que já nem sentes minha presença -Será? Dizia ele. –Sim. Dizia ela, queres ver? Ouça lá, já te explico, já te digo.. Nunca praticou, nesta vida, uma ação Que te resultasse em desabonos, Nunca feriu de morte um coração, A gostar de si próprio se fez aprender, Gostas de quem gosta de você, sem ônus, Sempre honrou teus encontros, Sentes alegria no bem fazer, Identifica a alegria nos outros, Dividir alegria aos amigos é teu prazer, --E digo mais!, Dizia ela, empolgada: Tua vida intelectual está equilibrada, Tua vida profissional é interessante, Teu mundo social é relevante, Teu âmbito sentimental, queixas, nada. --Viu só!, quem diria Que bom rever a felicidade Para enxergar a realidade Eu era feliz e não sabia
- Airton Veiga Castro dos Santos -
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