Giram, giram, procurando, os girassóis,
À absorverem, pura luz, que vem do sol!
As Rosas-dos-Ventos, do ar, sugando vão,
Todos os seus mais belíssimos movimentos!
Nas Mós, fazendo então, irem-se amassando
O trigo em grãos, que nos celeiros estão!

E as belas e lendárias Rodas D’Água,
Dos Moinhos de Ventos secular, fazem
Por elas, toda uma História circular...
Rodando do olho d’água, nos seus leitos,
As correntezas vindas dos riachos lentos!

E eu, tudo olho, silencioso e atento!
E eu, amo muito esse Universo imenso,
Olhando a pipa vermelho e amarelo flutuante,
Navegando ondas, azul imensidão do céu anil!

E eu escorrego-me então, pro íntimo
Desse vermelho das minhas emoções,
Que circulam dentro do meu peito!

Eu me absorvo, eu me abstraio até,
E dos meus pensamentos distraio-me
De perfil, olhando os sonhos meus...

Há, na imensidão, um vagar que vem desse ar
Olhando o meu amor, num Cata-Vento balançar,
Toda a minha valsa numa vida alegre e triste!

No enredo da vida agridoce e doce que insiste:

- Assim como semens vão ao útero,
Ou o que esparrama-se pelo vento,
São os pólens das flores nos campos,
Há uma afetiva continuidade do viver!
Tal como as abelhas, que num vai-e-vem,
Numa conjunta ação, suas espécies fecundam:

- E a Humanidade também, idem, perpetua-se!

- Odenir Ferro -

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Yasmin ~Sonhos e Carinhos