Não sei como pude passear nos meus sentimentos,
Igual canoa no remanso das águas, no burburinho
Navegante pelos redemoinhos, fazendo do calor,
As faíscas dos meus pensamentos cintilarem-se,
Dentro do mais tímido íntimo de mim, por amar.

Enquanto sonhava uma contradança da doce vida
Assopravam nos meus ouvidos, sons dum alento,
Numa navegante nostalgia pelo meu eu errante
Tão cigano, entre o pulsar do amor presente,
Sobrepondo-se o eqüidistante da dor latente!

Do entardecer, recolhi acordes melancólicos
Acolhendo na minh’alma os braços desse amor
Contrabalançando-se nos errantes navegantes
Do calor da calmaria dos muitos pensamentos
Que deixaram em mim, amarguras derradeiras,
Que marcaram no fim, cicatrizes verdadeiras
Nessas doces saborosas harmonias, extraídas
Dos encantos da paixão, em tão suave emoção
Enriquecida por um toque, único e pessoal,
Desse meu entristecido coração apaixonado!

- Odenir Ferro -

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Yasmin ~Sonhos e Carinhos