É tarde Quase fim de um dia. O sol lentamente declina e vai perdendo o seu colorido natural e lindas cores vêm do entardecer. O horizonte muda totalmente. Cores que nem percebemos realmente de várias tonalidades entram em nossa alma dando um colorido majestoso. Percebemos que a transformação se opera no azul celeste, tudo muda, aos pouco o azul não é mais azul e sim uma fusão de cores inexplicáveis dando um tom maravilhoso na natureza. Refletindo nas árvores, tornando-as em esverdeado escuro. Olhamos o céu e vemos bando e bandos de aves que se recolhem para o seu ninho. Com o cantar dolorido como se despedisse daquele dia que foi lindo; Lentamente as nuvens mudam o seu colorido de minuto para minuto, sem que percebemos o sol se declina e as nuvens tornam se cada vez mais escuras e sem sentir a noite chegou. Tudo agora é sombra.
É aquela escuridão impenetrável. Mesclada de estrelas que surgem noite à dentro. Todo fim nos trás nostalgia, uma vontade de recolher, de isolar e somente quem não tem sensibilidade não sente o que um fim de tarde pode transformar em nossa alma. A noite com sua solidão que nos cativa, trazendo paz ao nosso espírito cansado da luta diária. E para alegrar mais ainda milhares de estrelas cobrem todo o universo e juntamente com ela a lua, a luz das trevas, luz que não deixa a noite ser tão tenebrosa. A noite segue adentro com o seu silêncio e são poucas as pessoas que percebem o maravilhoso silêncio da noite e a comunicabilidade que existe nesse calado das madrugadas. Se parássemos para escutar o que diz a noite, ficaríamos sem saber se existem vozes perdidas no espaço ou se é a natureza que nos diz coisas tão belas.
~ Zelisa Camargo ~
|