À Minha Sana Loucura
Que reverencio a cada amanhecer
ao som dos violinos e todos os acordes
para um acordar desse ser louco
que vive a divagar e a navegar
livre em todas as dimensões
onde a alma flutua em totalidade.
E assim vou seguindo meu peregrinar
nesses caminhos de mim
em eterna busca do amado ser
que se esconde as vezes debaixo
das máscaras do tempo de nada ser.
Poetas... Ah! Poetas
com seu mundo encantado
libertos das amarras do tempo
a dizer livre e deixar que a alma fale a cada verso
sem medidas, sem regras métricas
e outras delongas
que detona com a liberdade do ser em sua essência....
Imposições feitas pelos pseudos intelectuais que nada entendem do livre poetar e amar...
Que seria desse imenso universo sem a nossa sana loucura
que inspira todos os poetas em sua magistral candura
de dizer
livremente e sem medo de ser censurado...
Pois a loucura é tamanha que nos perdemos diante a ignomia dos falsos.
O que seria dos meus versos se não fosse essa sana loucura
que move minhas entranhas
e dilacera como partos esparsos
sendo poemas gerados a cada fluir...
Simples poemas de uma alma errante e boemia
a cantar em versos e prosas o teu amor...
Tuas esperanças...
Tuas glórias em ser sempre livre
como águia que sou e sempre serei a voar esta imensidão
e trazendo sempre do fundo d'alma
os versos que me fortalecem o caminhar.
~ Zelisa Camargo ~
«Recomenda»
Yasmin ~Sonhos e Carinhos