 Depois de longos beijos. O silêncio some em mim. Apenas o tato, sinto.
São dedos trêmulos, frágeis...
Rompendo o medo do pudor
Sussurando palavrões! Me ataca com ardor... Gemendo sem dor !
Nossos corpos flutuam !... No perfume, um do outro. Aglutinando flagrâncias... Ao som torturante do prazer !
Ouço um canto! De alma desejosas ... Que fundem-se ! Num balé nupcial !
Onde, no subterrâneo do ventre:
Aconchegante, quente... Esvai-se, meu último suspiro! Esvai-se, meu néctar ! Além do meu amor !... Além da minha vida !...
- Carlos Alberto Potoko -
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