  A cor do céu é que escolho primeiro. E não precisa ser azul, pode ser branca, amarela, rosa-vermelho, com jeito de verde-musgo, em sonhos das esmeraldas, Céu também pode ser cinza, que é cor de ingratidão.
Vistas de perto, vistas de longe, ondula tom sobre tom em tardes de vento sul. As cores são movimentos na sombras suaves da luz.
O que fica debaixo do céu do sentimento da hora, da minha disposição. Pode ser mar, pode ser rio, com barco ou sem barco, ou vereda de florestazinha. O que não pode é o faltar montanhas, não dar vista à distância, não dar aos olhos lonjura como Minas fica do mar. O relevo é feito de pedras, estradas, perspectivas, claro-escuro, composição.
O que dá alegria aos pincéis do pintar, mais do que as cores, mais do que o ritmo é a sensação de criar. Pintar belezas da vida: ofício de pintor é pintar.
- Wanderlino Arruda -
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