Um desconhecido.
Sempre silencioso.
Quieto, fossilizado.

Martela palavras.
Como numa bigorna.
Sem grito de dor.
Num som vazio.

Anuncia-se anjo.
Nos amigos presentes.
Na saudade dos ausentes.

Atira-me pó nos olhos.
Para me fazer chorar.
E se diz com razão.
Só para me consolar.

Descubro algo mais.
Que o juízo.
É minha fé.
Uma oração.
Do Espírito Santo.
Abraçando meus desatinos.

- Potoko -


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