O homem é a eterna procura de si mesmo, de um sentido pela sua existência.Analisar o ser em um só campo é desintegrá-lo.
Somos compostos de corpo e alma e constituídos de pequenas parcelas que se integram num todo, formando o homem em totalidade.
Os campos de estudos são vários. Em cada um, a análise tem que ser coordenada dentro do seu limite certo.
Separar em pedaços, nunca se conseguirá fazer uma análise completa do ser.A vida é a corrente que liga o homem ao contexto total de si próprio.
O homem busca razão de ser dentro das ciências. E para ser, temos que ser integrais.
Não somos parcelas, mas um todo que se enquadra.
Não somos partes perdidas, mas sim uma íntegra que se compõem vida e formas de ser e agir.
A agressividade, o complexo, a revolta, os traumas e dramas, tudo encontramos dentro de nós.
Ninguém se realiza plenamente. Desde o nascimento até a morte o homem procura, debate, luta, vive em ansiedade, tédio, em busca de razões que satisfaçam a sua razão de ser.
O homem é um eterno insatisfeito por natureza. Todos almejam o infinito, o total e absoluto.
Nossa força é imensa para sermos parasitas da vida.
Há necessidade de integração de vidas, de comunicação, de palavras e gestos.

A solidão do homem que não se completa é a falha de si mesmo que não se encontra dentro do seu mundo e realização do tudo.
Difícil é penetrarmos dentro de nós mesmos. E o homem se conhecendo e aceitando a realidade de si, procuras e desajustes desapareceriam de sua vida.
O homem é um ser completo. Integro. Forte como uma rocha insondável e impenetrável.
A coragem para ultrapassar o outro lado nos falta no momento exato de rompermos a nós mesmos, de ver aquilo que é e não o que pensamos ser.
O encontro total é a própria libertação. O encontro sem medo das verdades.
Sempre temos medo de abrir portas desconhecidas. Tememos o outro lado, sempre gostamos de caminhar caminhos já trilhados.

Não gostamos do desconhecido.O homem é um eterno fugitivo.
Um eterno em busca de si, mas sempre com medo oculto de desvendar o seu verdadeiro eu.
Se perdermos, desajustamos e não encontramos respostas e nem finalidade para nossa vivência é porque não sabemos andar na escuridão de mundos que nos cercam, desencontrados e enigmáticos.
O homem só se libertará quando tiver aprofundado em si, entrando nos subalternos do seu próprio ser e desvendando a verdade, procurando sua verdadeira face.
Perdemos em vida quase tudo, todas as oportunidades.
Somos insatisfeitos e temerosos. Não temos e não queremos ter a força necessária para rompermos a nós mesmos.
Somos fracos e covardes diante a verdadeira vida.
A verdade absoluta que se encontra no fundo de cada ser.
Analisar um homem nos é difícil. As facetas são várias, os campos são complexos.
Se pega num todo para desfiar vivências e maneiras de vida.
Mas a verdadeira análise só poderá ser feita pelo homem, sem medo de se perder, sem medo dos mundos e das verdades que compõem a própria vida.
~ Zelisa Camargo ~
»Recomenda« Yasmin ~Sonhos e Carinhos