Escrevo na alma
um poema de amor
sem palavras
que não pode ser lido,
mas precisa ser dito
com os gestos que faço
na emoção conquistada
pelo encontro no espaço.

O meu poema é desnudo,
se veste de pele, de poros,
de flores e frutos
e habita fecundo
nos murmúrios do vento.

Poema construído
sobre a pedra da verdade
incrustado
na rocha do sentimento.

Poema feito de ternura
tecida pelas mãos invisíveis
do afeto descoberto
no tempo de ser feliz.

Poema simples, sincero
que se esvai dos meus olhos
mesmo quando não quero.

O meu poema de amor
não é ateu;
tem um nome de batismo:
- o teu !

~ Maria Alice Estrella ~

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