
 Poema sem Nome ao Amor Moribundo
Te gosto tanto, amada, quando ao vento esvoaçam-te os cabelos ! Profusão de cores e fragrâncias, como se então ruflassem os de Afrodite ao mesmo tento ...

Se és bela, que nos digam sem intento o mundo e a natureza em confissão, que já de mim levaste o coração e a mente e também eu, a teu contento!

Te gosto tanto, musa, e te respiro até esse ar de último suspiro, e se embora vou, deixo-te o queixume:

Por que de amor não mais matar de ciúme e nem por ti jamais gritar de dor; e se morrer, morrer contigo, amor!
-Luiz Carlos Berbigier-
Do livro, em preparo, "Espigas da Terra"©
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