Cartas de Amor
Acabo de assistir a um filme: Cartas de Amor.
Tente ver e não se arrependerá; irá entender muita coisa a respeito do amor e o porque de ser. Embora em outras roupagens, mas doe em certos momentos o sentir e o porque do sentir. Vai além do aquém, de muita verdade que nem se fala.

O tempo, esse tempo sem tempo de ser e sendo presença constante no sentir e ser amor.

Outras roupagens... E como é dolorido esse saber e perceber o real e as razões.
Como doe fundo a alma que ora trafega na impossibilidade de ser nesse tempo sem ser seu tempo. E me pergunto: porque? ... Simplesmente é.

Deixe que o tempo cumpra a sua necessidade de ser vida, amor e reencontro. Dia chegará do alçar o vôo e caminhar rumo ao sol, ao infinito de amor e paz e no ser pleno. Esse dia chegará com sua roupagem verdadeira.

É dolorido amar, apenas isso. Muito dolorido e a alma chora em silêncio e no calado de sua solidão sem ser só. Apenas na quietude e o sonhar na letargia e sua grandiosidade.

E digo que vale a pena o estar no sem tempo de ser e sendo nesse tempo do impossível. Vale a pena o sentir, o viver e o todo perceber, mesmo nesta distância infinda, nesta saudade dolente, nesta lágrima que desce mansa.

Ainda é viver e ser feliz. Compensa o estar na sua eterna espera, e deixar o sentir criar asas e planar rumo à montanha, ao seu verdadeiro lar de luz e amor.
Pena que o tempo do ser é pouco neste sentir tão profundo e real. Nunca pensei doer tanto, mas também necessário essa emoção.

Vale a pena. Sim. Vale a pena o todo sentir.
É vida. É respirar. É ser. É encontrar o elo perdido.
Encontrar o caminho e seguir em busca do novo tempo de ser.
Valeu o ir, mesmo em outras roupagens.
Com todo amor de minha alma.

Quanto mais alto se sobe no topo mais a verdade se torna límpida.

~ Zelisa Camargo ~

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