
São chuvas de verão, Nas águas de março, No acalanto das flores de maio.
Que maravilha, querido... É pois, na filosofia da vida, De matizes universais, a atmosfera musicada, A expressão livre, alienados na alma e papel,
Puro formalismo, elados num convênio de sentimentos Mas nem por isso deixa de ser poético. Quero crer que as flores de qualquer tempo, possam exalar um perfume incomum de erotismo crescente.
É em tudo e toda a natureza. Transforma-se assim, em algo aprazível e indecifrável. E atrás da porta, os nossos sentidos de seres. Numa distância impar e num contato par.
Na vontade de concluir,os sensoriais reclamam, Exigem uma impossível manifestação, pois amor que se tem Não se acaba nem se conclui Ama-se, Simplesmente ama-se.
O silêncio que fala, que é atenciosamente ouvido,
Então me silencio... Apenas sabendo que é uma forma, Sem tema, De amor.
~ Marilene Fernandes Lourenço ~
«Recomenda»
Yasmin ~Sonhos e Carinhos
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