 Quem dá vida ao poema? Aquela que o pare ou esta que o joga no mundo dos fatos?
A um filho da gaveta jamais a gestação; dorme nela um natimorto.
Convivo com ele feito um pai paciencioso. Atiço a sua fantasia. Só não lhe troco as fraldas. E, se chora, foi-se o pai...
Estranha é a maternidade do verso, muda de casa logo após o parto.
- Joaquim Moncks -
Continente Sul Sur Revista do Instituto Estadual do Livro - IEL Porto Alegre, nº 09, novembro 1998, p. 65:6.
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