
A desvantagem de pensar morre na certeza de esperar...
Com a busca frívola da verdade,
De um tempo que não volta.
Que se recusa a pernoitar no soluço de desespero.
Fica algo, não vai de todo...
Que tudo se acaba agora e não com tempo
É maior, e assustador o brilho que reflete
A visão enobrecida e fatigada
A tortura de não expressar
A revolta de si mesmo
O amor que fica no ar...
A transparência mostra fiel e má,
A silhueta da vida brusca; monótona
Impertigante e acomodada...
Portanto e por todos vejo e sinto teu sorriso pouco...
As angústias, a depressão
A vontade de se acabar...
Em cada olhar reprovador,
Sinto paz.
Sentir o seu olhar...
Seu olhar amigo e muito terno...
De todo você
Eu apercebo minha existência!
Forças miraculosas,
E inexistentes para aqueles que dão valor ao seu material.
Enquanto amar
Como amo você
Sentirei meu corpo,
Minha alma; num brilho total.
Mesmo que esse amor fosse só meu
Que partisse só de mim
Eu amaria mesmo assim.
Todo amor e toda alegria.
Amar é dar,
Valorizar, compreender
São abomináveis
As pessoas, abusarem.
Se repreenderem
De amar tanto.
Amar é totalidade, sem reservas.
Sem número contável.
É uma segurança...
Talvez por sermos tão nada, nesta vida...
E se aproximando
Se entendendo
Pra unir o seu nada com o dele torna magnificamente
A expressão básica
De sermos nós e vida;
Resume-se em amor puro
Conhecer os demais é saber se conhecer.
Tudo é amor
Apesar de tudo!
Tudo é amor...
~ Marilene Fernandes Lourenço ~
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