Vi uma montanha e nela me rumei a explorá-la
Parecia razoável de longe...
Alma pequena era eu de perto.

Mesmo o explorável e já conhecido os caminhos
Era bom de temores e calafrios.
Eram minhas sombras de parceria.

Imponência em seus mistérios
Assim como os meus.
Como não os conhecia todos imponentes não o era com razão.

Observei uma formiguinha na trilha
Parei... Olhei e risos me acometeram
Eu era a montanha para aquela formiga apressada

Ela era eu em papéis inversos e duais
percebe-se a mesma luz divina
que nos acompanha em toda a trajetória de vida.
Éramos seres de um Único Criador.

~ Marilene Fernandes Lourenço ~

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