A noite, o mistério
A dualidade
Feminino na calada da noite
Sonhos indecisos
Que mudam como as fases da lua
O adentrar na noite
E a noite estamos sozinhos conosco mas acompanhada
Com a graça de podermos ser nós mesmos.
Hora do devaneio
De estar consigo
De sentir-se até feliz por essa hora,
Pois o sonho é como uma aspiração da alma
Que se improjeta em nosso coração, quieta, sutil e inesperadamente
Quando somente pegamos em nós mesmos.
Ah! Essa dualidade!
Porque de sua existência?
Tudo tem resposta!
Ela faz presente divinamente, tudo é perfeito!
Cíclico!
Gira como uma roda gigante,
Começa e termina nela mesma.
A lua no sol,
O sol na luz.
A noite no dia,
O dia na noite.
É assim é com tudo e todos.
Guardar o feminino e se desprover dos sentimentos e emoções
É mais guerreira, que o masculino.
Tudo nela é mistério...
Calada
Sua estratégia é brilhante.
Enquanto acalenta o seu movimento lento e profundo
pode sem que eu perceba agitar como as marés altas em seu ciclo que seus olhos podem não se aperceber dessa transformação:
tão calada, tão silenciosa.
Ah! Essa lua!...
Ah! Essa noite!...
Ah! Esse feminino!...
Quantas lutas são travadas, amainadas, apaziguadas, resolvidas...
Tudo na noite...
Quantas lutas são travadas com enorme sabedoria
Ela o destrava.
Tudo na presença majestosa e divina da luz.
Desta que nos mostra as suas caras, sem medos,
A transformadas em transformações!...
A verdadeira face, que ocultamos.
Quanto a dizer, quanto a aprender!
Quanto que devemos nos silenciar
E ter ouvidos nosso espírito e alma.
Por isso, hoje não falo do sol!...
Porque não disse tudo ainda,
Da magistral , maga e Divina:
LUA.

~ Marilene Fernandes Lourenço ~

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Imagem original cedida por Zelisa Camargo