"Bela esta manhã sem carência de mito". Drumond
Bela esta tarde repleta de nuvens, belo o enredo do amar, em que choram as chaves do corpo, a alma das coisas.
São alvos os caninos noturnos. A agonia consciente e incosciente, passando ao sol poente.
No azimute, ao norte, a morte. Bússola que nos orienta.
De tudo que nos é atento salvam-se os salmos, ramos de pureza, mágicas canções, a clava dos que oram, violão nos olhos da aurora.
Lento é o visgo de quem vive pra dentro. - Joaquim Moncks -
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Joaquim Moncks
Do livro "O Poço das Almas", Ed. Universidade Federal de Pelotas, 2000 p. 71
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